Audiência Pública tenta reabrir da Maternidade Chiquinha Gallotti

por Imprensa publicado 26/11/2018 15h45, última modificação 26/11/2018 16h02

A convite da vereadora Maria Edésia da Silva Vargas (PT), de Tijucas, uma Audiência Pública foi realizada no dia 20 de novembro para discutir o fechamento da Maternidade Chiquinha Gallotti. O evento, que contou com a presença de autoridades locais e da região, apresentou a situação atual da Maternidade, pondo em perspectiva a possibilidade de reabertura da unidade.

Segundo as autoridades presentes na audiência, o alto custo de manutenção da maternidade fez com que o Hospital encerrasse os atendimentos obstétricos em Tijucas. De acordo com o Secretário de Saúde do Município, Vilson José Porcíncula, o investimento mensal para manter a unidade funcionando giraria em torno de R$ 350.000,00, valor que inclui o pagamento de médico obstetra, enfermeiros, pediatra e anestesistas - equipe mínima exigida pelo Ministério da Saúde.

Apesar dos esforços políticos angariados na audiência, a Maternidade Chiquinha Gallotti deve continuar de portas fechadas para a população pelos próximos meses. Desde que decidiu encerrar os atendimentos de obstetrícia, em março deste ano, o Hospital São José não deu sinais de que novos partos serão realizados em Tijucas.

Sem poder realizar os partos em Tijucas, as gestantes da região serão atendidas pelos médicos da nova Maternidade do Hospital Regional de Biguaçu. Inaugurada em agosto, a estrutura conta com um Centro de Parto Normal, três salas de parto humanizado e um centro obstétrico, com duas salas cirúrgicas para realização de cesáreas. A unidade possui capacidade inicial de até 160 partos ao mês, contando com 21 leitos.

Por ser um pedido da população, os representantes políticos se posicionaram a favor de reabertura da maternidade, mas mantiveram uma visão realista da situação. Para eles, seria inviável obrigar o Hospital São José a realizar os partos, porque a instituição não tem condições financeiras de prestar o serviço. Contudo, os representantes mantiveram-se abertos para buscar parcerias, ressaltando que a solução passa pela cooperação entre Município, Estado e União. O Prefeito de Tijucas, Elói Marino Rocha, chegou a cogitar a ampliação do auxílio que é repassado mensalmente ao Hospital, mas ressaltou que, sozinha, a Prefeitura não é capaz de manter a Maternidade.

Com o objetivo de responder às demandas populares, os participantes da audiência decidiram enviar, no início de 2019, um ofício ao então Governador do Estado, Comandante Moisés. A intenção é solicitar que o Governador receba uma comissão formada por representantes locais para tratar da questão. Um ofício também será encaminhado ao Ministério da Saúde solicitando a reabertura da maternidade.