História

por Interlegis — última modificação 29/06/2020 09h41

História Política

A história política de Tijucas começa em 1833, quando Porto Belo foi separada da capital do Estado, fazendo divisas com as Vilas de Lages, Laguna e São Francisco. Mais tarde, em 4 de abril de 1859, por intermédio da lei provincial nº 464, o presidente da província, João José Coutinho, autorizou a emancipação política do Município de Tijucas desmembrada de Porto Belo.

Em 13 de junho de 1860, numa sala da residência de José Alves d’Araújo Lima, aconteceu a posse dos membros da Câmara Municipal de Tijucas e a subsequente instalação do paço municipal, numa solenidade que contou com a presença dos vereadores José Antônio da Silva Simas (presidente), José Mendes da Costa Rodrigues (secretário), Miguel Francisco de Souza, João José Gonçalves, José Pedro de Miranda, José Maria e Silva e Francisco Antônio de Souza Medeiros (procurador) e Joaquim Florêncio da Silva (porteiro).

Nos registros arquivados na Câmara Municipal de Vereadores de Tijucas constam as atas do ano de 1948, cujo presidente, Valério Gomes, anotou de próprio punho, o
Termo de abertura .

Atualmente, a Câmara Municipal de Vereadores de Tijucas conta com 13 vereadores: Elói Pedro Geraldo (PMDB); Elizabete Mianes da Silva (PSD); Esaú Bayer (PMDB); Fabiano Morfelle (PDT); Fernanda Melo (PMDB); Jean Carlos de Sieno dos Santos (PSC); José Leal Silva Júnior (PSD); Maria Edésia da Silva Vargas (PT); Juarez Soares (PPS); Fernando Fagundes (PMDB); Odirlei Resini (PMDB); Rudnei de Amorim (DEM).

História do prédio

Prédio ocupado pela Câmara Municipal de Tijucas - Crédito: Rafael Spricigo/CMT

O prédio ocupado atualmente pela Câmara de Vereadores foi construído em meados de 1915, durante a Primeira República (1889-1934), no governo do Presidente Venceslau Brás Pereira Gomes (1914-1918). Sua arquitetura, concebida em estilo português clássico, tem cobertura em quatro águas, típica de construções de maior porte – como edifícios públicos e mansões. A alvenaria é feita em tijolos, rebocada e caiada de branco, com aberturas contornadas em azul-escuro.

Inicialmente o imóvel pertenceu ao Coronel Miguel Leal Nunes, mas logo foi adquirido pelo governo estadual com o intuito de sediar as Escolas Reunidas de Tijucas. De acordo com os jornais da época, o prédio seria inaugurado oficialmente em maio de 1916, em solenidade presidida pelo então governador de Santa Catarina, Felipe Schimidt. Não se sabe ao certo se a cerimônia aconteceu, nem se o governador compareceu. O que se sabe de verdade é que em 1918 o prédio já recebia o nome de Grupo Escolar Cruz e Souza e contava com 420 alunos.

Criado a partir do agrupamento de diversas escolas isoladas, o Grupo Escolar representou a superação de um modelo de ensino baseado em classes multisseriadas, na qual alunos de diferentes idades e níveis educacionais eram coordenados por um único professor, geralmente em um prédio improvisado e de organização precária. Com a implementação do grupo escolar, novas práticas educativas foram adotadas, como a graduação do ensino em séries e o trabalho simultâneo do professor com todos os alunos.

A definição do patrono Cruz e Souza foi uma escolha das autoridades da época, que prestaram homenagem ao poeta catarinense nascido na antiga ilha de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), em 24 de novembro de 1861. João da Cruz e Sousa era filho de escravos; mas foi apadrinhado por uma família aristocrática que financiou seus estudos e, com a morte de seu protetor, abandonou os estudos para dar início à carreira de escritor.

Na década de 1930 o prédio sofreu uma reforma para abrigar um maior número de alunos. Foi também nesta época em que a parte de trás do prédio foi construída para abrigar os banheiros e o lugar onde as merendeiras preparavam o lanche das crianças. Era nos fundos da edificação onde as crianças encontravam um espaço aberto para brincar. Alguns anos depois esse espaço seria utilizado pela Junta de Serviço Militar para convocar os jovens tijuquenses para o alistamento obrigatório.

Os anos passaram, a legislação mudou e a nomenclatura “grupo escolar” cedeu espaço para os termos “escola” e, posteriormente, “colégio”. A partir de 1955, com a mudança do Colégio Cruz e Souza para a Praça Sebastião Caboto, o prédio foi ocupado pelo Fórum de Tijucas e por alguns cartórios – como o de registro civil. A permanência da primeira instância do Poder Judiciário no local se estendeu até 25 de janeiro de 1994, quando então começou a funcionar no local em que se encontra até hoje, na Rua Florianópolis, esquina com Atílio Campos Filho.

Com a saída do Fórum, o imóvel passou por nova reforma e foi inaugurado como sede da administração municipal em 13 de junho de 1995. Com o retorno da Prefeitura ao seu antigo prédio, em 1998 o edifício foi destinado à Biblioteca Pública Municipal e à Câmara Municipal. Mais tarde, a biblioteca acabou ganhando um espaço próprio, e o espaço foi destinado exclusivamente à Câmara de Vereadores. Em 2019 o prédio precisou ser novamente reformado devido a problemas estruturais, e hoje encontra-se inteiramente revitalizado.